História

Em 2000 o empresário Hélio Mendes teve a ideia de dar maior fluxo ao comércio de chapas de aço de seu depósito, através da criação de uma indústria específica para a produção de fogões a gás. Foi quando contatou o profissional Adão da Silva, com mais de 13 anos de experiência na industrialização de fogões e deu início a materialização de seu empreendimento.

Após a contratação de Adão, em três meses surgiu o protótipo do primeiro fogão a gás, modelo Dona Benta. Tendo em vista as demandas estruturais, Adão e Hélio partiram para a compra de máquinas, ferramentais e definir os fornecedores para a indústria que seria instalada na Avenida das Torres, na Colônia Rio Grande, em São José dos Pinhais.

Tudo era muito controlado e as primeiras máquinas e ferramentas foram adquiridas de uma fábrica de fogões inativada em Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul, o que reduziu o volume de investimentos iniciais.

Em setembro de 2000, a Braslar já estava na ativa, contando com a produção diária de 30 fogões ao dia, o que demandava cerca de 12 profissionais que atuavam multisetorialmente na produção. Com muito esforço e contratação de profissionais especializados, um ano após os produtos foram aprovados nos testes de certificação do INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia.

Os desafios aumentavam dia-a-dia e a produção, em 2004 chegava a 200 fogões ao dia, quantidade esta que proporcionava dificuldades financeiras ao empreendedor tal a relação dos custos com a produção. Vendo os desafios financeiros se intensificarem Hélio Mendes buscou disponibilizar a estrutura fabril para outras indústrias, não alcançando êxito. Foi quando, sem muita alternativa, colocou a estrutura à venda, onde obteve êxito. Afinal passou a contar com um sócio igualitário com conhecimento específico de 22 anos no segmento: o executivo Orceli Alves Martins, um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento de uma das maiores indústrias de fogões do país.

Com Orceli Alves Martins na gestão a indústria passou a contar com os fogões Dona Benta de 4 e 6 bocas; os fogões Micasa e Asiático de 4 bocas e o Boa Viagem, de duas bocas, mas a empresa continuava a enfrentar desafios financeiros para novos passos evolutivos. Foi quando Orceli Alves Martins firmou parceria com a Fogões Oeste, de Cascavel, o que assegurou a transferência dos 50% das quotas sociais de Hélio Mendes, que passou a não integrar mais o quadro social da empresa.

Com a nova parceria, além dos fogões a gás a empresa passou, também, a comercializar fogões a lenha. Gradativamente Orceli Alves Martins foi buscando novos profissionais com experiência no mercado, adquirindo novas máquinas e ferramentas e ampliando a estrutura de comercialização. A iniciativa se refletiu no ingresso, gradativo, de novos produtos entre eles o Sírius  (6,5 e 4 bocas) , Orion (5 e 4 bocas), o Fenix (5 e 4 bocas) e o Asiático Júnior (4 bocas).

Em 2012 a Braslar adquiriu o projeto de fogões cooktop passando a produzi-los com qualidade similar as marcas mais reconhecidas no mercado, tendo ampla aceitação a este novo tipo de produto. Iniciativas que resultavam em novos passos: em 2006 a empresa produzia, em média, 300 fogões ao dia, contando com aproximadamente 100 profissionais em atuação direta na indústria. Em 2012 a quantidade foi ampliada para cerca de 400 fogões ao dia, entre a gás, a lenha e cooktop.

Identificando a elevação nos custos de aluguel em São José dos Pinhais a direção da Braslar recebeu a oferta do Município de Ponta Grossa de um terreno de 28 mil metros quadrados, nas margens da Rodovia do Café. Um desafio aceito e que mobilizou muitos esforços financeiros para a construção do barracão industrial de 6.480 metros quadrados, onde a empresa permanece em atuação lançando novos produtos como a Linha Top Glass de fogões.

Com o complexo industrial estruturado em Ponta Grossa Orceli se deparou com um grande desafio: adquirir quotas da Fogões Oeste, numa fase em que já estava arcando com pesados investimentos estruturais. Algo que, aliado a oscilações na economia, descapitalizou a empresa que, em 2014, passou por sérias dificuldades em liquidez, requereu a recuperação judicial.

Contrariando as tendências nacionais de mercado, a Braslar, mesmo em recuperação judicial, conseguiu – com novas práticas de gestão -  dar a volta por cima e, gradativamente, se revitalizar. Hoje, com novos produtos, sendo inclusive uma das pioneiras no lançamento de fogões com mesas em vidro temperado, alcança outros patamares em competitividade.

Os produtos Top Clean, Top Glass, Orion, Asiático Júnior, Sírus Plus, Sírius Pop e a ampla linha de Cook Tops atendem diversos tipos de públicos e são comercializados para os mais diversos pontos do território brasileiro e exporta fogões para consumidores de, entre outros países: Uruguai, Paraguai, Panamá, África do Sul, Bolívia e Angola.

A empresa está entre as 10 maiores indústrias de fogões do país sendo reconhecida pelo foco em oferecer fogões que proporcionem boa margem de rentabilidade ao lojista com preços atrativos ao consumidor final.

A Braslar é uma empresa com um histórico de desafios imensos mas que mostra que o emprego de novas ferramentas de gestão, a fé e a perseverança podem fazer diferença e proporcionar grandes transformações”, finaliza Orceli ressaltando que a Indústria tem o que aprimorar, mas está num novo e importante caminho.

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